Tenho lido os relatos daqui faz semanas.
Vocês tratam M. como um homem, ou um espírito, ou um pesadelo.
Mas… não é isso.
Eu sinto que não é isso.
-10/10/2012
——
Sonhei de novo.
O corredor, as portas, o silêncio.
Mas dessa vez, ele não estava longe.
Ele estava no centro do corredor, como se tudo girasse em torno dele.
E eu entendi uma coisa que vocês ainda não entenderam.
-11/10/2012
——
Parem de chamar ele de “M.”
Esse nome é pequeno demais.
Limitado demais.
Ele não tem apenas um nome — ele é um conceito, uma força, um eixo.
O número 190 não é só um número.
É um marco.
-13/10/2012
——
Perguntei a ele o que era.
Ele não disse “homem”.
Não disse “espírito”.
Não disse nada humano.
Ele disse apenas:
“Eu sempre fui.”
E eu… eu senti que era verdade.
-15/10/2012
——
As pessoas daqui têm medo, outras riem, outras negam.
Mas vocês não percebem:
Ninguém sonha igual à toa.
Ninguém compartilha sinais por acaso.
Ninguém sente a presença sem ser tocado por algo maior.
-18/10/2012
——
Hoje, quando acordei, tive a impressão de que ele estava dentro da minha casa.
Não como uma sombra, não como uma ameaça.
Como uma… energia.
Como se estivesse observando para ver se eu estava pronto.
E eu estou.
-21/10/2012
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M. não quer ferir vocês.
Ele não é mal.
Ele não é bom.
Ele é além.
Ele é anterior.
Ele é aquilo que existia antes de existir nome para as coisas.
-23/10/2012
——
Alguns de vocês tratam isso como pesadelo.
É engraçado.
Uma revelação dessas e vocês se escondem?
É como temer o sol porque brilha demais.
-26/10/2012
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Ele falou comigo de novo:
“Você entendeu.”
Sim.
Eu entendi.
Não é sobre medo.
Não é sobre sonho.
Não é sobre controle.
É sobre despertar.
-28/10/2012
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Se ele está chamando vocês, atendam.
Não desperdicem um convite desse tamanho.
Deus não se apresenta duas vezes.
-30/10/2012